Entendi um pouco do meu fascínio pela Natureza.
O problema é que o homem inventou esse negócio de sentimento e a maioria não consegue lidar com ele...
A Natureza não quer ser. A Natureza é.
Do outro lado... rosas e vermelho
02 dezembro, 2012
05 outubro, 2010
Os mesmos átomos
que formam quem você ama
formam a arma que o mata.
As mesmas letras
que representam o que digo
escrevem aquilo que tanto magoa.
A mesma claridade
ilumina quem passa naquela rua
em todos os sentidos.
Todos vivem, suam, defecam, lacrimejam,
espiram e expiram.
O branco que vestiu naquele dia não adianta,
mas não andaremos nus de agora em diante, já que o sol é forte.
Devemos nos acostumar.
que formam quem você ama
formam a arma que o mata.
As mesmas letras
que representam o que digo
escrevem aquilo que tanto magoa.
A mesma claridade
ilumina quem passa naquela rua
em todos os sentidos.
Todos vivem, suam, defecam, lacrimejam,
espiram e expiram.
O branco que vestiu naquele dia não adianta,
mas não andaremos nus de agora em diante, já que o sol é forte.
Devemos nos acostumar.
Elenise Penha.
05 maio, 2010
23 abril, 2010
This is not a love song
Happy to have
Not to have not
Big business is
Very wise
I'm crossing over into
Enter prize
...
I'm happy to have, not to have not
This is not a love song...
15 março, 2010
Acordei um dia com medo. Tive um pavor momentâneo que varreu meus mensamentos e sujou tudo. Embaralhou as coisas do lugar e deixou meu coração assustado (sei porque ele tremia). Sentei com a mão no peito, o olhar distante e vazio: será se amor morre? Será se o meu pode morrrer?
Tive medo. Esqueci que não o rego, nem o troco de vaso a um bom tempo. Esqueci que não o levo para passear pela praça e ficar farejando as coisas (e as pessoas, por que não?). Esqueci que esqueci dele. Será se conseguirei sempre alimetá-lo bem? Poderei ainda vê-lo crescer e ensiná-lo sobre as coisas do mundo (que são tantas...)? Ainda tenho vontade de mostrar algumas para ele. Ainda tenho vontade de vê-lo, livre e grande, saindo de casa sozinho para trabalhar, e poder ir com ele ao clube nos sábados. Ou realizando um sonho... virar astronauta, por exemplo. Será se ainda brincarei a tarde inteira com ele até nos sujarmos inteiros?
Aí o mandarei ir tomar banho no banheiro dos sentimentos (que deve ter boxes e ralos especiais, sentimentos são sensíveis, sabe...) e ficarei vigiando a porta até ele sair.
Meu amor dormiu. Ainda está aqui.
Acho melhor deixar ele quieto, teve um dia e tanto...
Não sei o que fazer quando ele acordar com fome de café-da-manhã. Não sei.
Elenise Penha
Tive medo. Esqueci que não o rego, nem o troco de vaso a um bom tempo. Esqueci que não o levo para passear pela praça e ficar farejando as coisas (e as pessoas, por que não?). Esqueci que esqueci dele. Será se conseguirei sempre alimetá-lo bem? Poderei ainda vê-lo crescer e ensiná-lo sobre as coisas do mundo (que são tantas...)? Ainda tenho vontade de mostrar algumas para ele. Ainda tenho vontade de vê-lo, livre e grande, saindo de casa sozinho para trabalhar, e poder ir com ele ao clube nos sábados. Ou realizando um sonho... virar astronauta, por exemplo. Será se ainda brincarei a tarde inteira com ele até nos sujarmos inteiros?
Aí o mandarei ir tomar banho no banheiro dos sentimentos (que deve ter boxes e ralos especiais, sentimentos são sensíveis, sabe...) e ficarei vigiando a porta até ele sair.
Meu amor dormiu. Ainda está aqui.
Acho melhor deixar ele quieto, teve um dia e tanto...
Não sei o que fazer quando ele acordar com fome de café-da-manhã. Não sei.
Se ele morrer eu fico triste,
Elenise Penha
18 fevereiro, 2010
03 janeiro, 2010
25 dezembro, 2009
26 novembro, 2009
01 novembro, 2009
18 setembro, 2009
Entonação

daquele amontoado de palavras
surgiu um poema
cada um lia de um jeito
fizeram filme, fizeram peça, mudaram palavras
outros olhos, outras vezes
diversas interpretações
ouviu-se ecos, ouviu-se aplausos:
a graça... a maior graça está em dizer
e como quem diz a uma platéia
o dono do poema que não é seu abre os braços para o alto e diz:
- vai!
Elenise Penha
26 agosto, 2009
A quem convém (II)
"Eu te amo como quem esquece tudo
diante de um beijo:
as inúmeras horas desbeijadas
os terríveis desabraços
os dolorosos desencaixes
que meu corpo sofreu longe do seu."
diante de um beijo:
as inúmeras horas desbeijadas
os terríveis desabraços
os dolorosos desencaixes
que meu corpo sofreu longe do seu."
Escolha, Elisa Lucinda
10 agosto, 2009
às dificuldades dos dias
quero o simples.
talvez silêncio; às vezes.
quero o respirar fundo. quero o fechar os olhos. olhar profundo nos olhos. simples assim. no silêncio.
um sorriso.
quero o simples.
o amanhecer talvez; é bom.
quero o cheiro verde escuro. vento nas árvores da montanha grande. a distância. nem tão simples assim.
é preciso olhos treinados.
uns pés no chão.
quero e desejo ele todos os dias.
não simples nem fácil; talvez assim.
muitas vezes silêncio.
olhos cansados no fundo. respiração encardida.
da vida.
Elenise Penha
27 julho, 2009
Teto. Morada do Sol.
Seu canto. Spatium. Pasto.
Dona de casa ávida. Suas tristezas escondidas.
Suas lágrimas solitária ao cortar cebola.
Onde você se veste e guarda amores.
Ou o faz.
Você sozinho seu teto seu lugar sua bagunça. Sua casa.
Você e seus pertences.
Chuva ou Sol. Quente ou frio.
Seu canto. Spatium. Pasto.
Dona de casa ávida. Suas tristezas escondidas.
Suas lágrimas solitária ao cortar cebola.
Onde você se veste e guarda amores.
Ou o faz.
Você sozinho seu teto seu lugar sua bagunça. Sua casa.
Você e seus pertences.
Chuva ou Sol. Quente ou frio.
Cheio de si ou de outro.
Elenise Penha
26 julho, 2009
13 julho, 2009
Queixa-se o poeta em que o mundo vai errado, e querendo emendá-lo o tem por empresa dificultosa
Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo. (...)
Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos. (...)
Gregório de Matos e Guerra
Carregado de mim ando no mundo,
E o grande peso embarga-me as passadas,
Que como ando por vias desusadas,
Faço o peso crescer, e vou-me ao fundo. (...)
Não é fácil viver entre os insanos,
Erra, quem presumir, que sabe tudo,
Se o atalho não soube dos seus danos. (...)
08 julho, 2009
Negro preto cor da noite,
Nunca te esqueças do açoite
Que cruciou tua raça.
Em nome dela somente
Faze com que nossa gente
Um dia gente se faça!
Lino Guedes
Nunca te esqueças do açoite
Que cruciou tua raça.
Em nome dela somente
Faze com que nossa gente
Um dia gente se faça!
Lino Guedes
não sou a manhã nem a noite
talvez o entardecer
suas nuances amarelas,
seus cabelos vermelhos a crescer
sou inferno e céu
sossego negado, de sol a sol
pestanas e pele torradas
fogueira santa de sonhos
a noite veio antes de mim, foi de onde eu nasci
e a ela retorno
por causa das manhãs
Elenise Penha
(não) neg(r)o
Dedicatória a quem convém
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho lind(o)
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho lind(o)
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Dialética, Vinícius de Moraes
Assinar:
Postagens (Atom)